Dez a cada dez jogadores do Flamengo têm adjetivos que variam de “humilde” a “sensacional” para se referir a Andrade. Basta o técnico iniciar qualquer bate-papo para entender o porquê da devoção e do altíssimo índice de aprovação interno.A três jogos de finalizar um Campeonato Brasileiro especial, o treinador tem 13 vitórias, quatro empates e cinco derrotas à frente do time. O aproveitamento de 66% proporcionou ao Rubro-Negro uma reação capaz de dar-lhe o título brasileiro após 17 anos de fila. A equipe está na vice-liderança a dois pontos do São Paulo.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o técnico revelou que se sentiu fragilizado após a sequência de três derrotas no início do segundo turno e disse que, quando iguala a vontade, o time do Flamengo faz a diferença pela qualidade técnica.
A sua ficha já caiu de que o Flamengo está lutando pelo título?
Não tenho mais dúvida. Tive um início difícil, com muita desconfiança. Eu era funcionário do clube e técnico interino. Mas aos poucos os resultados começaram a aparecer e as pessoas confiaram. Agora o time firmou, temos um elenco forte e o resultado acontece novamente. Estamos brigando pelo título, dois pontos atrás, mas o São Paulo é o favorito porque só depende dele. Vamos brigar até o fim por essa diferença.
Qual time é mais forte? Flamengo ou São Paulo?
Acho que os dois são fortes e competitivos. Não vejo um superior ao outro. Queria ter dois pontos de frente faltando três jogos. Muita coisa vai acontecer, teremos surpresas nessa reta final.
O Flamengo precisa ganhar os três jogos se quiser ser campeão?
Sim, tem que ganhar os três (Goiás, Corinthians e Grêmio). É difícil porque vamos enfrentar times franco-atiradores, que não buscam nada na competição. Mas o Flamengo está bem, preparado para esses jogos decisivos.
Qual foi o pior momento nesta trajetória?
As três derrotas (Grêmio, Cruzeiro e Avaí). Tivemos contusões, lesões. Jogamos com três titulares contra o Avaí. As pessoas não querem saber disso e só julgam. Ninguém quer saber o time que estava em campo, só que era o Flamengo. Estava em momento de dificuldade e fiquei um pouco fragilizado. Mas tive o apoio da família e dos amigos para me recuperar.
Qual seu percentual de importância nesta campanha?
A parcela é pequenininha. Talvez uns 5%, 10%. A responsabilidade é dos jogadores. Eles que entram e são os artistas. Estou ali só para ajudá-los e orientá-los pela experiência que tenho no futebol. Maior mérito é deles, que se preparam durante a semana, fazem trabalho na chuva e no sol.
Você mudou de da fase de interino para o momento atual? Não, sou a mesma pessoa. Sou agora um interino com resultado. Assim fica fácil para trabalhar. Não vejo muita diferença de um interino para um efetivado porque ambos precisam de vitórias e quando se consegue isso não existe pressão e desconfiança. Tenho reconhecimento da mídia e isso me dá tranquilidade para trabalhar.
(Adriano) um jogador consagrado, com Copa do Mundo foi questionado. Imagina eu, que estava começando?"
Adriano foi questionado pelo comportamento durante parte do Brasileiro. Você acha que teve habilidade para contornar isso e vê-lo tornar-se um jogador decisivo?
Um jogador consagrado, com Copa do Mundo foi questionado. Imagina eu, que estava começando? Ele é fácil, tranquilo e está superando no dia a dia as dificuldades que atravessa e demonstra isso dentro de campo, tanto que fez bela partida contra o Náutico. É uma pessoa importante pela liderança e pela personalidade que tem
Sem o Adriano o Flamengo chegaria tão longe?
Acho difícil. Ele é artilheiro e sem os gols dele talvez não estivéssemos onde nos encontramos. Alguns dos gols deles foram decisivos. Todo mundo sabe a importância dele, mas gostaria de enaltecer o trabalho do grupo.
A possível viagem na próxima semana é para manter o time longe da euforia da torcida?
Se for preciso vamos sair do Rio. Tinha até a possibilidade de sair nesta semana, mas não é o momento ainda. Acho que fazer qualquer coisa pensando no título é válido nesta etapa.
O que não pode faltar nessa reta final? E o que você vai dizer aos jogadores antes do jogo contra o Goiás?
Determinação, garra, vontade. Se igualarmos na pegada, em termos de técnico nosso time é diferenciado. E uma coisa importante: Fernandão disse que vai calar nossa torcida. Isso é algo que não posso deixar de falar.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A três passos de sonho, Andrade mantém personalidade de 'interino com resultado’
Dez a cada dez jogadores do Flamengo têm adjetivos que variam de “humilde” a “sensacional” para se referir a Andrade. Basta o técnico iniciar qualquer bate-papo para entender o porquê da devoção e do altíssimo índice de aprovação interno.A três jogos de finalizar um Campeonato Brasileiro especial, o treinador tem 13 vitórias, quatro empates e cinco derrotas à frente do time. O aproveitamento de 66% proporcionou ao Rubro-Negro uma reação capaz de dar-lhe o título brasileiro após 17 anos de fila. A equipe está na vice-liderança a dois pontos do São Paulo.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o técnico revelou que se sentiu fragilizado após a sequência de três derrotas no início do segundo turno e disse que, quando iguala a vontade, o time do Flamengo faz a diferença pela qualidade técnica.
A sua ficha já caiu de que o Flamengo está lutando pelo título?
Não tenho mais dúvida. Tive um início difícil, com muita desconfiança. Eu era funcionário do clube e técnico interino. Mas aos poucos os resultados começaram a aparecer e as pessoas confiaram. Agora o time firmou, temos um elenco forte e o resultado acontece novamente. Estamos brigando pelo título, dois pontos atrás, mas o São Paulo é o favorito porque só depende dele. Vamos brigar até o fim por essa diferença.
Qual time é mais forte? Flamengo ou São Paulo?
Acho que os dois são fortes e competitivos. Não vejo um superior ao outro. Queria ter dois pontos de frente faltando três jogos. Muita coisa vai acontecer, teremos surpresas nessa reta final.
O Flamengo precisa ganhar os três jogos se quiser ser campeão?
Sim, tem que ganhar os três (Goiás, Corinthians e Grêmio). É difícil porque vamos enfrentar times franco-atiradores, que não buscam nada na competição. Mas o Flamengo está bem, preparado para esses jogos decisivos.
Qual foi o pior momento nesta trajetória?
As três derrotas (Grêmio, Cruzeiro e Avaí). Tivemos contusões, lesões. Jogamos com três titulares contra o Avaí. As pessoas não querem saber disso e só julgam. Ninguém quer saber o time que estava em campo, só que era o Flamengo. Estava em momento de dificuldade e fiquei um pouco fragilizado. Mas tive o apoio da família e dos amigos para me recuperar.
Qual seu percentual de importância nesta campanha?
A parcela é pequenininha. Talvez uns 5%, 10%. A responsabilidade é dos jogadores. Eles que entram e são os artistas. Estou ali só para ajudá-los e orientá-los pela experiência que tenho no futebol. Maior mérito é deles, que se preparam durante a semana, fazem trabalho na chuva e no sol.
Você mudou de da fase de interino para o momento atual? Não, sou a mesma pessoa. Sou agora um interino com resultado. Assim fica fácil para trabalhar. Não vejo muita diferença de um interino para um efetivado porque ambos precisam de vitórias e quando se consegue isso não existe pressão e desconfiança. Tenho reconhecimento da mídia e isso me dá tranquilidade para trabalhar.
(Adriano) um jogador consagrado, com Copa do Mundo foi questionado. Imagina eu, que estava começando?"
Adriano foi questionado pelo comportamento durante parte do Brasileiro. Você acha que teve habilidade para contornar isso e vê-lo tornar-se um jogador decisivo?
Um jogador consagrado, com Copa do Mundo foi questionado. Imagina eu, que estava começando? Ele é fácil, tranquilo e está superando no dia a dia as dificuldades que atravessa e demonstra isso dentro de campo, tanto que fez bela partida contra o Náutico. É uma pessoa importante pela liderança e pela personalidade que tem
Sem o Adriano o Flamengo chegaria tão longe?
Acho difícil. Ele é artilheiro e sem os gols dele talvez não estivéssemos onde nos encontramos. Alguns dos gols deles foram decisivos. Todo mundo sabe a importância dele, mas gostaria de enaltecer o trabalho do grupo.
A possível viagem na próxima semana é para manter o time longe da euforia da torcida?
Se for preciso vamos sair do Rio. Tinha até a possibilidade de sair nesta semana, mas não é o momento ainda. Acho que fazer qualquer coisa pensando no título é válido nesta etapa.
O que não pode faltar nessa reta final? E o que você vai dizer aos jogadores antes do jogo contra o Goiás?
Determinação, garra, vontade. Se igualarmos na pegada, em termos de técnico nosso time é diferenciado. E uma coisa importante: Fernandão disse que vai calar nossa torcida. Isso é algo que não posso deixar de falar.
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